segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

DAS CASAS ENTREGUES PELA PREFEITURA EM 2002, CONDOMÍNIO DO AREAL NINGUÉM RECEBEU ESCRITURA

FERNANDO JORDÃO NÃO CUMPRIU A PROMESSA QUE FEZ
- DESABAFOU O MORADORO JOÃO
SUITE (RECORDAR)

Antes do deslizamento ocorrido nesta madrugada do dia 1º de janeiro na Ilha Grande, seis horas contínuas de chuvas haviam sido responsáveis pela maior tragédia registrada até então pela Defesa Civil em Angra dos Reis. Foram 323 milímetros de chuvas, o que era esperada para um período de três meses. A chuvarada ocorreu no dia 9 de dezembro de 2002.
A força da água criou uma tromba no cume de uma encosta de mata virgem, provocando o deslizamento de 20 toneladas de pedras e árvores, que destruíram 70 casas no bairro do Areal, a sete quilômetros do centro de Angra dos Reis. No saldo da tragédia, 40 mortos, 100 feridos e mais de 500 pessoas desabrigadas. A Defesa Civil interditou um número recorde de 670 casas.
Dias depois, o governo federal liberou R$ 10 milhões à prefeitura de Angra dos Reis para a reconstrução de casas e obras de contenção.

O Condomínio Morada do Areal com 110 casas, o Condomínio Morada do Bracuhy com 340 casas e as 44 casas construídas no Campo-Belo, destinadas às vítimas das chuvas de dezembro de 2002, às famílias que viviam em área de risco e às famílias que já moravam em condições subumanas também tem este padrão.
Estiveram presentes à cerimônia de entrega das casas, o Prefeito Fernando Jordão, o secretário de Integração Governamental, Bento Pousa Costa; o secretário de Habitação, Arthur Otávio Scapim Jordão; o presidente da Câmara Municipal, o vereador Carlinhos Santo Antônio; o superintendente do Governo do Estado do Rio de Janeiro da Costa Verde, José Cláudio Araújo e os vereadores Ricardo Dutra e Conceição Rabha. Simbolizando a entrega das casas a todos os demais contemplados o Prefeito Fernando Jordão entregou as chaves da casa de Adriana Gomes Batista, que não segurou a emoção e chorou diante da perspectiva de uma nova vida com qualidade e dignidade.
VALIDADE DAS CASAS
As novas unidades fazem parte do projeto habitacional implementado pelo Prefeito Fernando Jordão em construir casas populares com padrão acima da média nacional.

(ESSE TRECHO EM DESTAQUE FOI RETIRADO DO SITE DA PREFEITURA)

OPINIÃO
Os moradores benficiados com uma casa no conjunto habitacional do Areal e Bracuí - construído logo após a tragédia de 2002 - denunciam que até hoje não receberam suas escrituras como proprietários das residências. Diversos edis já estiveram no local, assim como o próprio prefeito Tuca e o ex- Fernando com a promessa de entregarem o quanto antes essas escrituras, mas nada foi feito até o momento. Ao contrário do que afirma o release, em pouco tempo - oito anos para ser exato - além do problema da falta de escritura, as casas já colocam a vida dos moradores em risco, pois começam a rachar. Então, fica a pergunta: é esse o padrão nacional de qualidade tão anunciado na época?

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