quinta-feira, 20 de março de 2008

O MOSQUITO SEM PATERNIDADE



NINGUÉM ASSUMI O FILHO,
MAS TODOS QUEREM SER HERÓIS





Tecer sobre a pauta, não é uma das tarefas simplistas do nosso dia-a-dia, contudo, o reconhecimento dessa paternidade de todos os Governos, Municipal, Estadual e Federal, tergiversam para o ônus da atribuição. No segmento do Estado o que se versa é sobre a incompetência dos federais; do outro lado da moeda dos federativos se declina sobre a malversação do erário do Ente-federativo, e, cabalmente, acreditem se quiser, do lado dos munícipes, a aplicação é de que a população não tem cumprido com o papel que é de preservação de logradouros, casas, áreas de trabalho e tais. Indubitavelmente, o fatídico é que ao pé dessa pirâmide, o povo sempre viu debitado em sua conta o preço da incompetência, da improbidade administrativa do governo municipal.


Ledo engano, pensar que Rio do Choro, valas a in natura, ausência de saneamento básico, saúde preventiva de qualidade, urbanização, seriam tópicos atributivos à população. Afinal, não é sofisma, sob à lume da verdade, pensar que a inversão de valores dessa dialética convenceria, aparentemente, a massa menos favorecida? O escopo de uma gestão pública de qualidade ficou emaranhada apenas na retórica de promessa de campanha do prefeito, no equívoco entre a realidade e a teoria. É inverossímil acreditar que o aumento da dengue causada pelo mosquito 'Aedes Egipty', tem a culpabilidade, pela falta de informação ou pelas ações errôneas da população, somatizaria, certamente, mas não seria a causa.


De um lado o Legislativo não fiscaliza as ações do Executivo, pois, a maioria estaria coopatada pelos recursos e engodos advindos da Casa do outro lado da rua; e nesta Casa a resposta é: ''do povo é a culpa pela dengue'. E assim, morre se gente, e mais gente, porque filho feio não tem pai. Para não perde o hábito cito Santo Agostinho: ''volto atrás sim, com o erro não há compromisso''. Esse deveria ser o papel, já que não se impõe ao combate direto, que pelo menos se reconhecesse o erro.

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