terça-feira, 2 de agosto de 2011

O FIEL DA BALANÇA



O ex-deputado Aurélio Marques (PR) é disputado entre PT e PMDB. Aurélio garante que essa decisão será tomada pelo ex-governador Anthony Garotinho (PR).


A história se repete mais uma vez. Em 2000 quando Aurélio Marques se uniu ao ex-prefeito Fernando Jordão (PMDB) a parceria deu tão certo que os dois estiveram à frente da prefeitura por pelo menos oito anos, o reflexo dessa união garantiu até mesmo o bom resultado apresentado nas últimas eleições para deputado federal de Fernando. Agora, a disputa à eleição em 2012 será decidida não somente pelo candidato a prefeito, mas principalmente pela escolha do vice. Há uma grande tendência que deverá ser definida ainda este mês numa possível composição entre o governo de Tuca Jordão (PMDB) e Aurélio Marques (PR). Nesta Edição, o Espaço Livre conversou com o ex-deputado para saber de fato sobre suas pretensões a 2012.

ESPAÇO LIVRE – Aurélio você é pré candidato a prefeito. E se houver coligação qual das vias o partido escolherá, PT ou PMDB?

AURÉLIO – Primeiro eu tenho responsabilidade com meu líder maior que se chama Garotinho. Vou estar em Brasília para conversar com o ex-governador para saber qual decisão tomar. Não faço nada sem falar com ele. Em 2008 eu apóie o PT, foi uma disputa apertada, mas agora, o PR se apresenta com uma nominata forte e como um diferencial nesta eleição.

ESPAÇO LIVRE - Quais são os seus projetos para Angra dos Reis?

AURÉLIO – É preciso pensa na geração de emprego e a outro é trazer uma faculdade para a cidade. Quantos jovens enfrentam diariamente o problema das viagens nessas estradas. Não dá mais para vivermos esse tipo de problema. Porque um pai de família que ganha R$ 600 não tem a mínima condição de pagar um curso universitário para o filho. Se a pessoa paga faculdade e ônibus como vai viver. Eu quero mudar essa dura realidade dos estudantes que passam pelo risco da viagem e do alto gasto. Quando era deputado eu conseguir aprovar um projeto e fazê-lo ser sancionado pela ex-governadora Rosinha de uma universidade para o município e região. É preciso ter vontade política para resolver.

ESPAÇO LIVRE - Você tem magoa do PT, já que o partido não teria cumprindo o acordo de te apoiar para deputado em 2010?

AURÉLIO – Não. Eu sempre cumpri meus acordos. Cumpri meus acordos com Fernando em 2000. Em 2004 cumpri meus acordos com o governo indicando Bernardinho como vice e fiz campanha para o governo. Em 2008 não pude ser candidato pelo PMDB mesmo eu sendo o 2º na convenção, aquilo me entristeceu muito. Destituíram o diretório, criaram uma provisória, tudo para que eu não fosse candidato. Quando fechamos com o PT garanti para Conceição Rabha (PT) que não queria nada em troca, somente a fidelidade. Eu encontrei o Tuca no Beco do Mascote que me chamou para uma composição, eu recusei, disse a ele que conversaria sobre qualquer assunto, menos sobre política. Eu vesti a camisa da Conceição e trabalhei 90 dias sem parar. Depois que acabou a eleição, de tanto andar, tive de operar o joelho. Eu fiz campanha muito mais que muita gente do próprio PT. O jogo é esse. Não tenho magoa nenhuma não.

ESPAÇO LIVRE – Você já fechou com o governo a vaga de Secretário de Esporte e indicou o vice presidente do PR, Luiz Bambu?

AURÉLIO – Ele já foi secretário duas vezes da prefeitura. É a área que ele sabe fazer. E se acontecer de assumir a Secretaria, será conseqüência de uma parceria política com Tuca. É aquela velha história: quem tá dentro não quer sair, quem tá fora quer entrar. Mas, isso eu decidir junto com minha executiva qual rumo tomar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário