
A PRISÃO DE ARRUDA FORTALECE A DEMOCRACIA,
MAS, PODE ENFRAQUECER A JUSTIÇA BRASILEIRA
MAS, PODE ENFRAQUECER A JUSTIÇA BRASILEIRA
O caso da prisão do governador do Distrito Federal – José Roberto Arruda (DEM) – causou, indubitavelmente, indignação em toda sociedade brasileira. O país está tão acostumado a vivenciar a impunidade privilegiada à classe mais farta economicamente, que ao estar diante da prisão de um chefe da estirpe política como foi a do democrata, nós, os tupiniquins que não vemos o sol há muitos anos, não acreditamos realmente que aquela prisão tivera ocorrido. Chegamos a ficar espantados quando foi anunciado que Arruda tinha sido detido pela Polícia Federal, como se tivesse alguma injustiça endógena na ação dos magistrados. Como se a Democracia tivesse ressurgido das cinzas e finalmente lançássemos o nosso grito de liberdade.
Por que acreditamos piamente que a Democracia é a nossa principal arma no combate à corrupção? Primeiro: porque é exatamente ela que nos conduz à liberdade de expressão. Uma verdadeira cláusula pétrea do cidadão. A Democracia transfigura-se do papel das páginas brancas das leis para materialização de um sonho de cada cidadão. É capaz até, diria, de nos conduzir a um mundo forjado pelo instrumento da esperança, da ordem positivista, marcada além da flâmula, mas repousada na tábua dos nossos corações.
Tudo isso são apenas teorias enquanto não vemos a igualdade de condição das leis serem postas em prática para todos, sem exceção. Afinal, estamos tão incrédulos que já nos entregamos às mazelas de que o poder econômico e político são indestrutíveis e impuníveis. Nunca vi na minha cidade – Angra dos Reis – algum poderoso desses ser preso e permanecer lá no xadrez. Na verdade preso sim, porém permanecer é outra história. E essa sensação de impunidade - ou punição temporal (com hora e data para acabar) - poder enfraquecer a injustiça. Os lombrosianos estão a solta.
A Democracia sepulta a desesperança tão apregoada por aqueles que escrevem suas biografias nos laços dos desmandos, da corruptela, e da fragilidade econômica do povo mais humilde. A Democracia afoga a indiferença e reduz o distanciamento, une cor, raça, sexo, valores, sem homogeneizá-los, porém unifica com entrelaçamento perfeito. A Democracia exclui o imperfeito do indivíduo e exalta o seu humanismo. Se hoje nossa luta – não é ínfima, diga se de passagem – diária pela moralização da política e o sistema social, se tornou uma questão missionária tudo em nome de valores éticos e morais, é porque acreditamos – mesmo fragilizados pela opressão – crédulos cegamente – que uma democracia justa, igualitária, tendo como testemunha a sinceridade como amiga, valendo-se da dignidade humana, do respeito ao próximo nos conduzirá a uma relação saudável com o povo. Revelando as mazelas mais ocultas, de um povo sofrido pelos interesses do clã elitista, coronelista, fisiologista, clientelista, onde as subtrações ao bom-senso são o combustível que movem a leviandade desumana imposta pelos homens-minoria em detrimento da sua maioria.
Ao longo desses meus anos como jornalista e radialista consegui – com orgulho e coragem – não vou mentir, não tem sido fácil remar contra o poder econômico que nos imputa uma democracia maniqueísta engendrada sob pilares remendados por embustes, mentiras, opressões, cooptações, aliciações, tantos predicados maléficos ao desenvolvimento à gestão pública. Um ledo engano de democracia construída apenas para figuração de uma realidade inexistente, de um direito que não é pra todos. O pano de fundo certamente é o hiato social. Em todo esse tempo cumpri minha tarefa - diria: parte dela – há muito o que se fazer para restabelecer no país a Democracia que todos nós um dia sonhamos.
É evidente que a prisão de Arruda não muda o quadro de impunidade no país, mas abre um precedente para tão sonhada Democracia de justiça que lutamos há anos. É claro que poderíamos dizer que os desgastes provocados aos democratas os tiram automaticamente da disputa presidencial e os enfraquecem no Congresso Nacional. Mas, a nossa cede por justiça é tamanha que ficamos amarrados mesmo a uma justiça morosa e a uma Democracia tardia. A prisão de Arruda pode até recupera – na aparência - nossa confiança na justiça e a Democracia brasileira, mas pode também nos frustrar ao ponto de acreditamos que a impunidade mais uma vez vai prevalecer.
Por que acreditamos piamente que a Democracia é a nossa principal arma no combate à corrupção? Primeiro: porque é exatamente ela que nos conduz à liberdade de expressão. Uma verdadeira cláusula pétrea do cidadão. A Democracia transfigura-se do papel das páginas brancas das leis para materialização de um sonho de cada cidadão. É capaz até, diria, de nos conduzir a um mundo forjado pelo instrumento da esperança, da ordem positivista, marcada além da flâmula, mas repousada na tábua dos nossos corações.
Tudo isso são apenas teorias enquanto não vemos a igualdade de condição das leis serem postas em prática para todos, sem exceção. Afinal, estamos tão incrédulos que já nos entregamos às mazelas de que o poder econômico e político são indestrutíveis e impuníveis. Nunca vi na minha cidade – Angra dos Reis – algum poderoso desses ser preso e permanecer lá no xadrez. Na verdade preso sim, porém permanecer é outra história. E essa sensação de impunidade - ou punição temporal (com hora e data para acabar) - poder enfraquecer a injustiça. Os lombrosianos estão a solta.
A Democracia sepulta a desesperança tão apregoada por aqueles que escrevem suas biografias nos laços dos desmandos, da corruptela, e da fragilidade econômica do povo mais humilde. A Democracia afoga a indiferença e reduz o distanciamento, une cor, raça, sexo, valores, sem homogeneizá-los, porém unifica com entrelaçamento perfeito. A Democracia exclui o imperfeito do indivíduo e exalta o seu humanismo. Se hoje nossa luta – não é ínfima, diga se de passagem – diária pela moralização da política e o sistema social, se tornou uma questão missionária tudo em nome de valores éticos e morais, é porque acreditamos – mesmo fragilizados pela opressão – crédulos cegamente – que uma democracia justa, igualitária, tendo como testemunha a sinceridade como amiga, valendo-se da dignidade humana, do respeito ao próximo nos conduzirá a uma relação saudável com o povo. Revelando as mazelas mais ocultas, de um povo sofrido pelos interesses do clã elitista, coronelista, fisiologista, clientelista, onde as subtrações ao bom-senso são o combustível que movem a leviandade desumana imposta pelos homens-minoria em detrimento da sua maioria.
Ao longo desses meus anos como jornalista e radialista consegui – com orgulho e coragem – não vou mentir, não tem sido fácil remar contra o poder econômico que nos imputa uma democracia maniqueísta engendrada sob pilares remendados por embustes, mentiras, opressões, cooptações, aliciações, tantos predicados maléficos ao desenvolvimento à gestão pública. Um ledo engano de democracia construída apenas para figuração de uma realidade inexistente, de um direito que não é pra todos. O pano de fundo certamente é o hiato social. Em todo esse tempo cumpri minha tarefa - diria: parte dela – há muito o que se fazer para restabelecer no país a Democracia que todos nós um dia sonhamos.
É evidente que a prisão de Arruda não muda o quadro de impunidade no país, mas abre um precedente para tão sonhada Democracia de justiça que lutamos há anos. É claro que poderíamos dizer que os desgastes provocados aos democratas os tiram automaticamente da disputa presidencial e os enfraquecem no Congresso Nacional. Mas, a nossa cede por justiça é tamanha que ficamos amarrados mesmo a uma justiça morosa e a uma Democracia tardia. A prisão de Arruda pode até recupera – na aparência - nossa confiança na justiça e a Democracia brasileira, mas pode também nos frustrar ao ponto de acreditamos que a impunidade mais uma vez vai prevalecer.
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