sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Carta enviada de > > uma mãe para outra mãe em SP, após noticiário > > na TV:

> >
> > DE MÃE PARA MÃE:
> >
> > Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de
> > televisão contra a transferência do seu filho,
> menor
> > infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo
> para
> > outra dependência da FEBEM no interior do Estado.
> >
> > Vi você se queixando da distância que agora a
> separa
> > do seu filho, das dificuldades e das despesas que
> > passou a ter para visitá-lo, bem como de outros
> > inconvenientes decorrentes daquela
> > transferência.
> > Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o
> > fato, assim como vi que não só você, mas
> igualmente
> > outras mães na mesma situação que você,
> > contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos
> e
> > Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs,
> > etc...
> > Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender
> > seu protesto. Quero com ele fazer
> > coro.
> > Enorme é a
> > distância que me separa do meu filho.
> > Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são
> > as dificuldades e as despesas que tenho para
> > visitá-lo.. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo
> aos
> > domingos porque labuto, inclusive aos sábados,
> > para auxiliar no sustento e educação do resto da
> > família....
> > Felizmente conto com o meu inseparável companheiro,
> > que desempenha para mim importante papel de amigo
> > e conselheiro espiritual.
> > Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem
> > que o seu filho matou estupidamente num assalto a
> > uma vídeo-locadora, onde ele, meu filho, trabalhava
> durante
> > o dia para pagar os estudos à noite.
> > No próximo domingo, quando você estiver
> > abraçando, beijando e fazendo carícias no seu
> filho,
> > eu estarei visitando o meu e depositando flores no
> seu
> > humilde túmulo, num cemitério da periferia de São
> > Paulo...
> > Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco
> > e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu,
> > que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu
> > querido filho queimou lá na última rebelião da
> > Febem.
> > Nem no cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu
> > nenhum representante destas
> > "Entidades" que tanto
> > lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto,
> e
> > talvez me indicar "Os meus direitos"!
> >
> > Se
> > concordar, circule este manifesto!
> > Talvez a gente consiga
> > acabar com esta inversão
> > de valores que assola o
> > Brasil.
> >
> > DIREITOS HUMANOS SÃO PARA HUMANOS
> > DIREITOS!!!

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