CAMINHOU TANTO PELA
CONTINUIDADE QUE NADA MUDOU
CONTINUIDADE QUE NADA MUDOU
Num discurso metafísico pode se ratificar que o governo Tuca Jordão (PMDB/Angra) ganhou fôlego – durante toda a campanha eleitoral - na linha da continuidade fernandista. Dizia a cúpula governista que seria congênere o trabalho desenvolvido pelo sucessor peemedebista. A diástase à competência do que se propunha levou à decepção até mesmo da ala situacionista. O populista não chegou perto do viés popular pregado pela antiga ala Jordaniana. O zelo com que se vendia o candidato da base chegou a ser fadonho de tanta publicidade de perfeição. Durante três meses vendeu-se gato por lebre. E em um ano de governo o que se conseguiu foi à mazela da incompetência corroer a esperança de dias melhores que nunca viram.
Em um ano o que se viu foram obras paralisadas, urbanização superfaturada, inversão de prioridades, saúde um caos, ESF – Especialidade de Saúda da Família, sem médicos, vimos o consórcio do lixo sem ser discutido com a população, vimos o fim dos mototaxistas articulado e manipulado pelo Executivo, vimos tantas coisas menos o crescimento com desenvolvimento tão sonhado por nós, e tão apregoado pela autoridade política.
Agora, estamos diante de mais um lobby, do consórcio da saúde. Construímos um hospital público que não entra em operacionalidade e que numa jogada estratégica política pode iniciar suas operações em pleno ano eleitoral, 2010 para ser mais exato. Mas, o que realmente queremos para a nossa cidade. Sou indagado pelas pessoas que ajudo nas comunidades carentes sobre como vencer esse mal que persegue a cidade: a gestão errada e equivocada.
Acredito que primeiro é preciso pensar nas pessoas com respeito e saber que para que uma gestão pública dê certo não se pode distanciar o seu gestor do povo, da massa. Bom gestor é aquele que caminha com a população, ouvindo suas necessidades e anseios. Conhecendo as deficiências de cada bairro, seus problemas e principalmente as reclamações de cada cidadão. Quando um pai de família reclama que está desempregado há mais de dois anos, é porque ele sabe o que é passar por privações, a dificuldade que tem quando seus filhos pedem leite, reclamam que não tem um arroz para saciar a fome. Quando uma mãe chora porque sua filha com 15 anos engravidou por falta de uma assistência social capaz de sair do assistencialismo e agir na base do estruturalismo, na linha do aconselhamento. Quando uma senhora de 80 anos é desrespeitada e tem a perna amputada por falta de médico nos postos de saúde. Quando uma moça sofre de trombose nas pernas e obesidade mórbida e não tem a assistência médica necessária – caso este que encontrei no bairro do Promorar. Quando uma mãe com duas crianças sofre de câncer no útero e o médico manda essa senhora para casa tomar dipirona, apenas.
São casos que mostram a continuidade dos mesmos problemas, das mesmas mazelas que todos os dias pessoas humildes sofrem e convivem com o descaso. Mas, afinal, o que é prioridade para as nossas autoridades. Como uma pessoa que nasce no berço de ouro pode entender o que é passar fome ou desemprego? Como uma pessoa que nasce em berço pobre pode esquecer de que um dia dependeu de favores de seu vizinho – este último é o pior de todos. Parlamentares que esqueceram-se de suas origens, parlamentares que deram as costa para o menos favorecido; autoridades que construíram sua gestão em alicerces utópicos, surrealistas, sem base alguma de sustentação.
Uma boa gestão pública se constrói em duas bases: conhecimento da realidade do povo e conhecimento teórico. Um não pode viver sem o outro.
Em um ano o que se viu foram obras paralisadas, urbanização superfaturada, inversão de prioridades, saúde um caos, ESF – Especialidade de Saúda da Família, sem médicos, vimos o consórcio do lixo sem ser discutido com a população, vimos o fim dos mototaxistas articulado e manipulado pelo Executivo, vimos tantas coisas menos o crescimento com desenvolvimento tão sonhado por nós, e tão apregoado pela autoridade política.
Agora, estamos diante de mais um lobby, do consórcio da saúde. Construímos um hospital público que não entra em operacionalidade e que numa jogada estratégica política pode iniciar suas operações em pleno ano eleitoral, 2010 para ser mais exato. Mas, o que realmente queremos para a nossa cidade. Sou indagado pelas pessoas que ajudo nas comunidades carentes sobre como vencer esse mal que persegue a cidade: a gestão errada e equivocada.
Acredito que primeiro é preciso pensar nas pessoas com respeito e saber que para que uma gestão pública dê certo não se pode distanciar o seu gestor do povo, da massa. Bom gestor é aquele que caminha com a população, ouvindo suas necessidades e anseios. Conhecendo as deficiências de cada bairro, seus problemas e principalmente as reclamações de cada cidadão. Quando um pai de família reclama que está desempregado há mais de dois anos, é porque ele sabe o que é passar por privações, a dificuldade que tem quando seus filhos pedem leite, reclamam que não tem um arroz para saciar a fome. Quando uma mãe chora porque sua filha com 15 anos engravidou por falta de uma assistência social capaz de sair do assistencialismo e agir na base do estruturalismo, na linha do aconselhamento. Quando uma senhora de 80 anos é desrespeitada e tem a perna amputada por falta de médico nos postos de saúde. Quando uma moça sofre de trombose nas pernas e obesidade mórbida e não tem a assistência médica necessária – caso este que encontrei no bairro do Promorar. Quando uma mãe com duas crianças sofre de câncer no útero e o médico manda essa senhora para casa tomar dipirona, apenas.
São casos que mostram a continuidade dos mesmos problemas, das mesmas mazelas que todos os dias pessoas humildes sofrem e convivem com o descaso. Mas, afinal, o que é prioridade para as nossas autoridades. Como uma pessoa que nasce no berço de ouro pode entender o que é passar fome ou desemprego? Como uma pessoa que nasce em berço pobre pode esquecer de que um dia dependeu de favores de seu vizinho – este último é o pior de todos. Parlamentares que esqueceram-se de suas origens, parlamentares que deram as costa para o menos favorecido; autoridades que construíram sua gestão em alicerces utópicos, surrealistas, sem base alguma de sustentação.
Uma boa gestão pública se constrói em duas bases: conhecimento da realidade do povo e conhecimento teórico. Um não pode viver sem o outro.
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