segunda-feira, 17 de agosto de 2009

HISTÓRIA

Sem Identidade.

Desde o período colonial, na luta pela independência do jugo português, os estudantes brasileiros participam ativamente da luta de classes de nosso país. Os jovens que estudavam na Europa foram fundamentais para dar o suporte teórico das Conjurações Mineira “Tiradentes”(1789) e Baiana (1796), trazendo para o Brasil a revolucionária influência do iluminismo e do racionalismo, das revoluções burguesas norte-americana e francesa. Durante o império os estudantes se destacaram pela participação na luta contra a escravidão, expressão alfa desta atuação foi o jovem poeta baiano Castro Alves, que fez o curso de Direito em Pernambuco e na USP, que fez de seus versos os mais belos manifestos pela libertação dos escravos e sem esquecer do jovem angrense Raul Pompéia que foi um dos maiores abolicionistas do nosso país, lutador pela causa libertária (abolicionista), filho de um pai escravocrata, morador de Jacuecanga município de Angra dos Reis, que escreveu o livro “Ateneu”. A simpatia das massas estudantis com as lutas do povo pobre se evidencia com as manifestações de apoio a Canudos (1897), particularmente no manifesto dos universitários baianos denunciando a barbárie e o genocídio do Estado reacionário.
A História se prossegue com muitas lutas sofridas e “libertárias”, que por sua vez o movimento estudantil teve o auge do caminho revolucionário no final dos anos 60 e início dos anos 70, quando toda uma geração de jovens se levantou no audacioso combate ao regime militar e este foi o período de maior combatividade e de maior massividade do movimento estudantil brasileiro. Isto se deu exatamente porque foi neste momento que o movimento estudantil rompeu com as ilusões eleitorais e se dispôs a fundir-se com o povo na luta pela tomada do poder dos militares. O movimento estudantil contribuiu para o crescimento ideológico de um país “ainda escravocrata”, ou seja, acendendo o sentido de nação, de pátria nos corações BRASILEIROS. A campanha antiimperialista pela nacionalização do petróleo, "O petróleo é nosso", a busca para um país eleitoreiro e da conciliação de classes. Em 1968 ocorreu à maior rebelião estudantil da história do Brasil, no dia 28 de março, os estudantes protestavam o aumento da refeição, a polícia entreviu e invade o refeitório “Calabouço” e a tropa começa a atirar contra os estudantes e o secundarista Edson Luís, paraense, de 18 anos, é ferido fatalmente. E a história se repete ao agora, éramos escravos dos senhores de engenho, lembra? A palavra Democracia tem muito efeito, ela diz: PODER DO POVO ganhamos esse direito, tiramos das mãos dos portugueses, somos BRASILEIROS, temos que lutar contra essa política arcaica, e volto a dizer “políticos podres”, tirar esses laranjas “podres” do senado, do município. Como aconteceu com Presidente Collor, um movimento contra Ele (Collor) que libertamos o país (Caras pintadas). É Inadmissível encontrar o Senado, a nação, o nosso município, do jeito que está, “podre” e quando se fala de nação, lembra-se de futebol, de bundas de mulheres e não de Joaquim José da Silva Xavier. Jovens, somos de um brado retumbante, somos filhos que não foge à luta, nem teme quem te adora a própria morte. Somos Livres. Até quando, vamos ser rebaixados por esses podres poderes, com esse analfabetismo político que nos ronda, que nos persegue, que nos oprime. Estão fazendo a nossa identidade sumir, digo, a identidade de nação, não temos identidade! Esqueceram que os filhos dos senhores de escravos, estudaram na Europa e voltaram com a libertação "Iluminismo" para o BRASIL, trazendo a idéia de pensar e agir, esqueceram de Tiradentes, mineiro que foi um dos abolicionistas que queriam ver o BRASIL "liberto" das mãos dos Escravocratas Portugueses, Esqueceram da nossa INDEPENDÊNCIA, esqueceram da DITADURA, esqueceram da conquista dos nossos DIREITOS e LAMENTAVELMENTE esqueceram dos ESTUDANTES ANGRENSES, dos nossos Cursos profissionalizantes, dos nossos ônibus para nossa faculdade, do respeito ao Estudantes angrense, mas não esqueceram da USINA. Feliz 11 de agosto. Dia Nacional dos Estudantes

Alexandre Moraes

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