sexta-feira, 14 de agosto de 2009

DO PONTO DE VISTA POLÍTICO

UM BELO DE UM ACORDO?
Numa coisa temos que ser sinceros e fatídicos: o PT mostra-se omisso no processo de cassação de Tuca quando não se manifesta e vai às ruas como outrora fazia durante os movimentos sociais, bandeira pela qual levantou e defendeu a duras penas; pior - o dep. federal Luiz Sérgio acompanha a omissão. Com o efeito da procrastinação e sem novas perspectivas de cassação, a oposição começa a perder força e as esperanças de derrubar o atual governo hereditário. Há um fosso intrínseco entre os próprios militantes. Alguns seguem o viés do “melhor mesmo é deixar prá lá”, na ala mais radical ficam aqueles que não comungam com o PT, o Psol do advogado Cláudio Carneiro.
Mesmo trabalhando sob a hipótese de decisão monocrática, já que caberiam outros recursos, o efeito suspensivo conseguido de última hora pela situação - quase que um milagre - pegou de calças arriadas os oposicionistas e deu uma rasteira em quem acreditava que algo nessa história podre poderia mudar. Sim, mudou, mas para voltar o que a história já previa anteriormente.
Agora, é questão de honra. Ou o PT vende a história de que a culpa é de Lula, de seus Ministros, do próprio governo federal, dos amigos desembargadores, do Luiz Sérgio que não quiseram pôr as mãos na sua candidata, Conceição Rabha. Ou empurra o processo até 2012 e discursa como se fosse vítima da morosidade do sistema judiciário.
Dizem por aí – as más línguas, é claro – que alguém viu Luiz Sérgio, Fernando Jordão, Essiomar Gomes e Tuca Jordão almoçando juntos no Rio de janeiro. Verdade ou mentira, o fato é que algo está podre nesse menu, nesse processo político. A omissão pode indicar posicionamento antagônico ao que o grupo ideológico tanto apregoa ou defende. Não estou querendo ser iconoclasta com os petistas de plantão, entretanto, nota-se notoriamente o abandono à marca Conceição do próprio presidente da república, o inegável discurso fraco de Luiz Sérgio nos comícios do PT, analisa-se que sequer o presidente do PT, nacional, estadual e municipal se posicionaram com empolgação para desestabilizar a ala situacionista, fizeram pior: nada.
Se não há indícios de acórdão, up's! acordão, há pelo menos interesses unilaterais e escusos em tudo isso. Não mobilizar a opinião pública, ser refratário aos debates promovidos pela mídia, não se utilizar de seu melhor armamento: Lula e Ministérios – é no mínimo tergiversar e se alijar de seu maior poder de fogo que advêm da União. Ou esse jogo já foi desenhado ou está sendo costurado em comum acordo entre as partes. Uma guerra criada com fins e propósitos já pré-estabelecidos. Tudo me lembra 2007 quando Bento ainda era candidato e Aurélio Marques também corrida pela ponta. Com discurso maniqueísta Aurélio recuou alegando que fora por motivos familiares – rsrsrsrs. Em seguida seu arquiinimigo o serviu de uma bela foto durante o pré-lançamento da candidatura.
Agora, vai ficar assim: Tuca fica, Fernando vem a estadual cumprindo acordo, o PT recua e as coisas votam a ser o que eram antes: tudo em casa, tudo dentro do acordão.

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