
Uma coisa é certa. Quando o partido é vendido para a sigla maior fica fácil identificar a incongruência, a desarmonia e a desaprovação dos próprios correligionários. Percebem-se logo os interesses unilaterais, coativos, corruptíveis, mais do que aluguel, uma venda no varejo, mas, quem recebe é no atacado. Recebe-se R$ 50 mil de entrada, pressiona para receber o resto e aí vai.
Angra tem vivido ao longo de sua história essa mazela, partidos que são manipulados por suas diretorias e seus presidentes, impelindo seus correligionários, a maioria não apenas analfabeta culturalmente, porém, politicamente, para um buraco escuro, sujo e sem fundo. Começam vendendo histórias sem pé e sem cabeça, como se fossem vendedores: ''aí tú compras, a mercadoria nunca chega pra você''.
Códigos de ética que nada valem, não se cumprem porque não se pode cobrar, a pressão é grande. Porque no próprio partido ou nos partidos ninguém tem peito para encarar os poderosos chefões. Até que surge ALGUÉM. Esse começa a ser estigmatizado como o patinho feio do lagoa por denunciar. Passa-se a imagem de 'impolutez', como ferramenta para a engenharia da enganação.
Pede-se R$100 mil, parcela-se daqui e dali, e tudo bem. Começa a esbanjar. Como doce na boca de criança. Se o partido ou os partidos não aprovam, o fato é que o chefe, ou diretoria, executiva ou presidente redirecionam para onde lhes convierem. Quem recebe é fácil identificar: vai gastar a qualquer momento em algum projeto esbanjador. O importante é mais uma vez, a danada da verdinha. O partido, mero instrumento de venda.
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