quinta-feira, 10 de abril de 2008

FORMAÇÃO DE PACOTE



AUTORIDADE PÚBLICA DIZ QUE NÃO PRECISA ESTUDAR,
E QUE CONHECIMENTO JÁ VEM NO PACOTE

Enquanto me esforço em encontrar nos recôncavos da memória para, meu prazer é verdade, em terminar as cinco nuanças de literatura, dentre elas a obra de estudo lingüístico de Michel F., e a obra do sociólogo (FHC) Fernando Henrique Cardoso, começo a pensar numa digressão transcrita na primeira literatura sobre o pensador e filósofo chamado Francis Bacon, que disse a seguinte frase: “a dúvida é a escola da verdade”.
Em tese, diligentemente, Bacon tinha razão. Versar sobre uma temática que norteia o conhecimento, não é lá tarefa das mais fáceis. As conjunturas que permeiam os mais diversos estudos seja na política, filosofia, gestão pública, e afins, se encontram uma única vez, e as mesma convergem nessa propositura: a de que é na dúvida que se adquire os conhecimentos necessários para o sucesso, desde é claro, que se queira.
Entretanto, em Angra as autoridades acreditam que a ciência é algo introduzido na mente humana através de cargos públicos. Onde quem estabelece a ferramenta e o mecanismo para pavimentação das idéias é a hierarquia de cargos administrados pelo poder público. Em que tecnicidade, especialidade e profissionalismo são meros predicados de apêndice, nada mais. E o que é imperativo é que o ‘QI’ seja apenas Quem Indica, e, infelizmente, não quem detém o conhecimento teórico e/ou prático. Parafraseando Bacon diria: ‘A dúvida é a escola dos burros’.

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