quinta-feira, 27 de março de 2008

PASTOR ABRE O JOGO

A Centralidade do Evangelho no Centro da Igreja (apud)

Por Pr. William de Jesus


Não posso negar que algo tem contribuído muito para alguns arrazoamentos que têm me afligidos nestes últimos tempos. Não são caracteres externos aos do cotidiano de quem vive ou luta para viver uma vida com Deus. A situação da Igreja do Senhor, o caminho que a liderança evangélica tem tomado, leva-me a profundas indagações e a meditações singulares. Lembro-me muito bem de um diálogo com um amigo ainda no seminário teológico, no Instituto Bíblico Central das Assembléias de Deus, na cidade de Pindamonhangaba, SP. Conversávamos acerca do futuro da Igreja e chegamos à conclusão de que estamos diante de dois problemas cruciais: primeiro, que tipo de obreiros vão assumir a igreja. Nossos obreiros, na maioria das vezes filhos de pastores, (estamos diante de uma hereditariedade desenfreada. Tratam a igreja como firmas) estão se interessando em ser advogados, psicólogos, administradores, contadores, engenheiros, menos pastores. Não querem ir a um bom seminário, não querem cursar teologia, não querem se preparar para o exercício do ministério. E não o querem, talvez, e isso me entristece mais, por já terem a cadeira cativa.

Segundo, que tipo de igreja os novos obreiros vão receber. Talvez aí esteja o maior problema. Nossos líderes atuais não se preocupam ou não têm demonstrado preocupação com as relações e conchavos cancerígenos. Não se percebe nenhuma iniciativa para tirar a igreja, enquanto instituição que prima pela verdade sólida, absoluta e pela ética, desse caminho mórbido do balcão sujo de negócios escusos.

Sei que a Igreja é de Cristo e por isso jamais sofrerá danos, mas a igreja institucional administrada por homens negociadores tem se manchada e, com isso, ferido aqueles que são sérios. Não podemos perder, entre outras coisas, a centralidade de nossa função como Igreja de Cristo, nossa razão de ser e existir. Quando esquecemos quem somos, é porque esquecemos quem Cristo é, e ao esquecermos quem Cristo é, perdemos nossa identidade, e sem identidade de Cristo nada do que façamos ou dissermos causará impacto positivo na vida das pessoas. Esse é o maior problema da cristandade.
No entanto, há um mecanismo, há uma ferramenta para nos tirar desse marasmo espiritual: permitir que Cristo seja o centro do evangelho que pregamos. Precisamos resgatar nossa identidade de Igreja imaculada. O texto de Apocalipse 21.2 diz que João viu “a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido”. Nota que a Igreja não se adereça, mas é adereçada, ou seja, ela sofre a ação. A Igreja não tem poder por si só, não tem autoridade por si só. A Igreja sem a centralidade de Cristo é um conglomerado de pessoas discutindo ideologia. Penso que seja pela aproximação com esses seres que a igreja sem a centralidade de Cristo vive seus dias de discussões ideológicas, feita um partido político. Mas não é isso que Cristo quer da Igreja. Muito pelo contrário, o que Ele deseja para a Igreja é que ela se posicione acima de todas as instituições e, como a instituição detentora da promessa de Cristo, se porte como atalaia, propagadora das verdades eternas e salvívicas.

É nesse afã e interesse que oro a Deus. Penso que a Igreja do Senhor voltará à centralidade do evangelho e portando a simplicidade do evangelho entenderá que ela é maior que todas as demais instituições. Sem perdermos a identidade de nosso Cristo, chegaremos ao sucesso final.
Karis kai eirene.

William de Jesus é Pastor auxiliar na Assembléia de Deus-Ministério Sul Fluminense e Diretor do Instituto Bíblico das Assembléias de Deus em Angra dos Reis-IBADAR.

5 comentários:

  1. A instituição detentora da promessa de cristo é o coração humano,"a religião que não olha para os orfãos e para as viúvas é vã" Tiago,não me lembro o cápitulo nem versículo.O que vc evangélico tem feito pelo seu mundo? somente gritar na igreja não é "obra",Deus não é arrogante e orgulhoso para querer todos a seus pés somente orando e gritando, creio que ele queira obras,ação e menos hipocrisia.É só tomá-lo como exemplo,ele fazia o bem,com atitudes e ações,não somente orava....

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  2. willian, boa noite,

    não sei se estou falando com a mesma pessoa com quem trabalhei numa das principais lojas de materiais de construção de angra,no final dos anos oitenta e inicio dos anos noventa, lendo o seu texto lembro-me do seu sonho de ingressar na aeronautica, porem o destino ou melhor DEUS preferiu que você foce um oficial da palavra de DEUS, nunca esqueça disso, permaneça fiel a palavra, um forte abraço e não venda o seu rebanho aos lobos.

    cláudio.
    comunidade catolica da caixa d'água

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  3. Pastor Josias aprenda com um homen serio!

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  4. Não sei se é o Claudio que conheço, que trabalha numa empresa de navegação marítima, mas sendo é uma honra alguém dirigir um elogio desse ao pator em questão. Valeu Claudio, continue sério assim....


    Gilmar,centro.

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  5. Gilmar, a paz de cristo, sou eu,
    nós fazemos parte de uma geração de quer o melhor para a nossa cidade, nossa comunidade. outro assunto, será que não teremos o prazer de ver a nossa saudosa rua das palmeiras pavimentada com esse montão $$$$$$$$$$$$$$$$$$, ainda esse ano, por falta de vereador não é.

    um forte abraço.
    cláudio

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