
TUDO SOBRE A OPARAÇÃO UNIFORME FANTASMA
(SITE tvrio)
Quadrilha desarticulada
Presos 20 acusados de fraudes em licitações em seis cidades do estado. Entre os detidos estão quatro secretários municipais. A prefeitura de Magé está cercada pela polícia.
Uma operação do Ministério Público desarticulou uma quadrilha que agia em seis municípios do estado e contava com a participação de secretários municipais e de funcionários das prefeituras. Os golpes podem chegar a R$ 100 milhões. Entre os crimes praticados estava a compra de uniformes que, segundo os promotores, jamais teriam sido encomendados.
A Operação Uniforme Fantasma começou de madrugada. Equipes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) estiveram na Barra da Tijuca, em Niterói e em outros 17 municípios do estado. A pedido do Ministério Público, 170 policiais civis e militares foram cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão. A Coordenadoria Especial de Combate à Sonegação Fiscal do ministério investigou durante dez meses um esquema de fraude nas prefeituras de seis cidades do Rio: Paraíba do Sul, Santo Antônio de Pádua, Rio Bonito, Japeri, Angra dos Reis e Magé. Na manhã desta quinta-feira, a polícia cercou prefeitura de Magé, na Baixada Fluminense, para cumprir mandados de busca e apreensão. As equipes estiveram na casa da secretária de Fazenda do município, Núcia Cozzolino. Ela é irmã da prefeita Núbia Cozzolino. Eles também foram à casa de outro irmão da prefeita, Charles, que já foi prefeito de Magé. Ninguém foi encontrado. Em outro endereço, a polícia conseguiu apreender documentos e prendeu Renata Tuller, secretária de Assistência Social. Em Guapimirim, outra prisão: a empresária Patrícia Gonçalves Borreti. Na casa dela, foram encontrados R$ 200 mil em dinheiro. Patrícia e outros empresários são acusados de montar um esquema nas prefeituras para fraudar licitações, facilitar o desvio de dinheiro da folha de pagamento e superfaturar a compra de aparelhos hospitalares e de uniformes. Os promotores acusam organizações não-governamentais de receber dinheiro para compras que nunca teriam sido feitas. Em menos de três meses, já é a segunda vez que funcionários da prefeitura de Angra dos Reis são acusados de crimes contra a administração pública. Em outubro do ano passado, uma investigação da Delegacia de Meio Ambiente indiciou e prendeu secretários, funcionários da Feema e políticos da região. Eles respondem atualmente em liberdade por fraudes em licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e vendas irregulares de licenças ambientais. Os acusados negam os crimes. As seis prefeituras podem ter causado um rombo aos cofres públicos de mais de R$ 100 milhões. A operação de hoje estava pronta desde o dia 9 de janeiro. O material apreendido e os presos estão sendo levados para a Draco. Desde cedo, o movimento é grande. Vinte e duas pessoas já foram presas, entre elas quatro secretários municipais, servidores públicos de diversas prefeituras, empresários e advogados. A operação ainda está em andamento. Entre o material foi apreendido estão computadores, documentos, um carro de luxo e uma moto avaliada em R$ 40 mil que pertenceria a uma pessoa ligada à prefeitura de Magé. Durante as investigações, o Ministério Público fez um levantamento da movimentação financeira de várias empresas. Foram detectados saques de valores elevados e transferências de várias quantias. A partir dessas informações, o Ministério Público identificou a quadrilha, que atuava basicamente em dois esquemas. No primeiro, funcionários públicos receberiam propina para fraudar licitações, favorecendo determinadas empresas. O outro esquema consistia em grandes desvios de verbas públicas usando organizações não-governamentais e até empresas-fantasmas para a aquisição de equipamentos superfaturados, como vários tomógrafos, por exemplo. Além disso, as mercadorias eram entregues às prefeituras em quantidade menor à contratada. Os acusados serão ouvidos e vão responder pelos crimes de fraude em licitações, formação de quadrilha e desvio de verba pública.
Presos 20 acusados de fraudes em licitações em seis cidades do estado. Entre os detidos estão quatro secretários municipais. A prefeitura de Magé está cercada pela polícia.
Uma operação do Ministério Público desarticulou uma quadrilha que agia em seis municípios do estado e contava com a participação de secretários municipais e de funcionários das prefeituras. Os golpes podem chegar a R$ 100 milhões. Entre os crimes praticados estava a compra de uniformes que, segundo os promotores, jamais teriam sido encomendados.
A Operação Uniforme Fantasma começou de madrugada. Equipes da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) estiveram na Barra da Tijuca, em Niterói e em outros 17 municípios do estado. A pedido do Ministério Público, 170 policiais civis e militares foram cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão. A Coordenadoria Especial de Combate à Sonegação Fiscal do ministério investigou durante dez meses um esquema de fraude nas prefeituras de seis cidades do Rio: Paraíba do Sul, Santo Antônio de Pádua, Rio Bonito, Japeri, Angra dos Reis e Magé. Na manhã desta quinta-feira, a polícia cercou prefeitura de Magé, na Baixada Fluminense, para cumprir mandados de busca e apreensão. As equipes estiveram na casa da secretária de Fazenda do município, Núcia Cozzolino. Ela é irmã da prefeita Núbia Cozzolino. Eles também foram à casa de outro irmão da prefeita, Charles, que já foi prefeito de Magé. Ninguém foi encontrado. Em outro endereço, a polícia conseguiu apreender documentos e prendeu Renata Tuller, secretária de Assistência Social. Em Guapimirim, outra prisão: a empresária Patrícia Gonçalves Borreti. Na casa dela, foram encontrados R$ 200 mil em dinheiro. Patrícia e outros empresários são acusados de montar um esquema nas prefeituras para fraudar licitações, facilitar o desvio de dinheiro da folha de pagamento e superfaturar a compra de aparelhos hospitalares e de uniformes. Os promotores acusam organizações não-governamentais de receber dinheiro para compras que nunca teriam sido feitas. Em menos de três meses, já é a segunda vez que funcionários da prefeitura de Angra dos Reis são acusados de crimes contra a administração pública. Em outubro do ano passado, uma investigação da Delegacia de Meio Ambiente indiciou e prendeu secretários, funcionários da Feema e políticos da região. Eles respondem atualmente em liberdade por fraudes em licitações, corrupção, lavagem de dinheiro e vendas irregulares de licenças ambientais. Os acusados negam os crimes. As seis prefeituras podem ter causado um rombo aos cofres públicos de mais de R$ 100 milhões. A operação de hoje estava pronta desde o dia 9 de janeiro. O material apreendido e os presos estão sendo levados para a Draco. Desde cedo, o movimento é grande. Vinte e duas pessoas já foram presas, entre elas quatro secretários municipais, servidores públicos de diversas prefeituras, empresários e advogados. A operação ainda está em andamento. Entre o material foi apreendido estão computadores, documentos, um carro de luxo e uma moto avaliada em R$ 40 mil que pertenceria a uma pessoa ligada à prefeitura de Magé. Durante as investigações, o Ministério Público fez um levantamento da movimentação financeira de várias empresas. Foram detectados saques de valores elevados e transferências de várias quantias. A partir dessas informações, o Ministério Público identificou a quadrilha, que atuava basicamente em dois esquemas. No primeiro, funcionários públicos receberiam propina para fraudar licitações, favorecendo determinadas empresas. O outro esquema consistia em grandes desvios de verbas públicas usando organizações não-governamentais e até empresas-fantasmas para a aquisição de equipamentos superfaturados, como vários tomógrafos, por exemplo. Além disso, as mercadorias eram entregues às prefeituras em quantidade menor à contratada. Os acusados serão ouvidos e vão responder pelos crimes de fraude em licitações, formação de quadrilha e desvio de verba pública.
Também foram presos André Wertonge Teixeira, empresário; Bruno Marzano, empresário; Rodolfo dos Santos Vasconcelos, empresário; Ricardo Pereira dos Santos, empresário; Arley Santos Pereira, empresário; Patrícia Gonçalves Borret, empresária; Temóteo Gomes da Silva, contador; Elias Augusto Marcolino, servidor público de Angra dos Reis; Jair Mendonça Barcelos, almoxarife de Magé; José Carlos Benevenuto, empresário; Carlos Humberto Cerqueira Costa, empresário; Adilson Corrêa Tavares, assessor da prefeitura de Magé; Daniele Araújo Borges, servidora pública da Secretaria Municipal de Ação Social de Magé; Alexandre Teixeira da Cruz, serviço de segurança pessoal, e Renata Tuller Chaves Vidal Ribeiro, ex-secretária municipal de Ação Social de Magé.
ResponderExcluirSE VIEREM EM JAPERI, VÃO PRENDER DESDE O PREFEITO ATÉ O VIGIA. eSTÃO TODOS ROUBANDO.
ResponderExcluirEm Paraíba do Sul foi presa a secretária de educação Maria Adelaide Capella de Carvalho.
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