quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

CAI UBIRATAN

CRISE NA POLÍCIA DO RIO

A maior crise na área de Segurança Pública do governo Sérgio Cabral teve seu ápice ontem, com a exoneração do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ubiratan de Oliveira Angelo. A gota d’água para a exoneração de Ubiratan foi a decisão sobre o destino do coronel Paulo Ricardo Paúl, que liderou passeata por aumento de salários no último domingo. Na sexta-feira, em vez de ser exonerado, Paúl foi transferido da Corregedoria Interna para a Diretoria Geral de Ensino e Instrução. O novo comandante-geral é o coronel Gilson Pitta Lopes, chefe do Serviço Reservado e da Inteligência da corporação. O chefe do Comando de Policiamento da Capital, coronel Antônio Carlos Suarez David, foi para o segundo posto na PM, o de chefe do Estado-Maior.A queda de Ubiratan, depois de 392 dias no cargo, deflagrou novo embate entre oficiais da PM e o Palácio Guanabara: no fim da noite, 41 comandantes, diretores e chefes de seção — 21 deles, coronéis — anunciaram que hoje, às 9h, no Quartel General da corporação, vão colocar cargos à disposição de Cabral, deixando 17 batalhões e unidades especiais sem comando. O governo cogita chamar coronéis do Exército para ocupar os postos dos demissionários.

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