quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

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JORNAL O DIA
Operação Uniforme Fantasma já tem 22 presos Secretários municipais, políticos e empresários são acusados de fraude em licitações
Rio - Vinte e dois acusados de fraude em licitações e desvio de verbas públicas foram presos na Operação Uniforme Fantasma, desencadeada na madrugada desta quinta-feira por 200 policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e homens da Coordenadoria de Combate à Sonegação Fiscal, do Ministério Público.
No total, são 28 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão para serem cumpridos em vários pontos do estado: Angra dos Reis, Japeri, Magé, Rio Bonito, Santo Antônio de Pádua, Guapimirim e Itaboraí. Entre os detidos estão quatro secretários municipais. Servidores públicos, políticos, advogados e empresários também são alvos da ação.
Segundo o RJTV, na manhã desta quinta-feira, a polícia cercou prefeitura de Magé, na Baixada Fluminense, para cumprir mandados de busca e apreensão. As equipes estiveram na casa da secretária de Fazenda do município, Núcia Cozzolino, irmã da prefeita Núbia Cozzolino. Eles também foram à casa de outro irmão da prefeita, Charles, que já foi prefeito de Magé. Ninguém foi encontrado. Em outro endereço, a polícia conseguiu apreender documentos e prendeu Renata Tuller, secretária de Assistência Social. Em Guapimirim, foi presa a empresária Patrícia Gonçalves Borreti. Na casa dela, foram encontrados R$ 200 mil em dinheiro.
Elas e outros empresários são acusados de montar um esquema nas prefeituras para fraudar licitações, facilitar o desvio de dinheiro da folha de pagamento e superfaturar a compra de aparelhos hospitalares e de uniformes. Os promotores acusam organizações não-governamentais de receber dinheiro para compras que nunca teriam sido feitas. Os golpes podem chegar a R$ 100 milhões.
Os acusados serão ouvidos e vão responder pelos crimes de fraude em licitações, formação de quadrilha e desvio de verba pública. Entre o material foi apreendido estão computadores, documentos, um carro de luxo e uma moto avaliada em R$ 40 mil que pertenceria a uma pessoa ligada à prefeitura de Magé.

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