
por TENENTE MARQUES
A questão da violência urbana não pode ser encarada, apenas, como caso de polícia, na verdade a ação policial só deve ser recorrida como última opção, quando não houver mais alternativas. Tenho mais de 20 anos na carreira policial, e me orgulho disso, pois, aqui aprendi sobre gestão pública administrativa, e o combate à violência, e acredite, está relacionado diretamente com uma educação de qualidade, à cultura, saúde , saneamento básico e a geração de emrpego e renda.
Já dizia com muita propriedade o filósolo Pitágoras, ’’educai as crianças para que ao seja necessário punir os adultos’’. Esta frase traduz exatamente o que defendo. Segurança começa com educação de qualidade e não se pode falar em avanço nesse setor se os governos municipal, estadual e federal não investirem na área. Mas, essa tarefa não é só de competência deles, o Legislativo precisa fiscalizar de uma forma que cobre mais empenho por parte do Executivo, infelizmente, não é isso que temos visto na cidade Angra dos Reis. Falta escola, por sua vez vaga nas que existem, o que deixa muitas crianças de fora das salas de aula. Educação é princípio basilar da nossa Constituição Federal, não pode ser deixada de lado pelos nossos governantes. O papel do vereador é fiscalizar e até se preciso, denunciar as ações políticas do governo municipal que não estejam em conformidade com a lei.
À cultura não é diferente. Criança analfabeta é uma forte concorrente a se envolver no mundo da criminalidade, essa realidade precisa mudar. Ter cultura é ser esclarecido sobre as coisas. É entender onde cada um se encaixa; o Estado cumpre seu papel, a família a dela, a sociedade e cada indivíduo o seu. Um bom exemplo é quando você oferece uma festa para os amigos. Você convida a polícia para ir? Claro que não. Ocorre uma briga, você chama a polícia, a princípio? Não. Mas, se as coisas complicarem a tal ponto, aí sim, se chama o 190. Isso é ter esclarecimento das funções que cada um tem em sociedade. Se o pai e a mãe não administrarem bem seu lar, fatalmente, as coisas vão se complicar com os filho, e esses vão se envolver nos vícios, nas bebidas alcoólicas, drogas e do que chamaria, do vício da violência. A esta classifico como uma enfermidade patológica e precisa ser tratada.
Então, precisamos mudar essa dura realidade que atinge a cidade de Angra dos Reis. Precisamos ter vereadores mais atentos, fiscalizando e cobrando do Executivo uma postura mais firme com a população.
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