segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ARTIGO


Abraços,
Gerhard Erich Boehme
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“Um Estado, o chamado 1º Setor, deve apenas atuar subsidiariamente¹ frente ao cidadão e não estar voltado para ocupar o papel que cabe ao 2º Setor - pois assim se cria o estado empresário e com ele fomenta-se o clientelismo, a corrupção e o nepotismo - ou 3º Setor - pois assim se promove o Estado populista que cria ou alimenta os movimentos (anti-)sociais, o paternalismo e o assistencialismo, bem como que abre espaço para a demagogia político e perda da liberdade e responsabilidade do cidadão. Caso contrário ele acaba criando o 4º Setor - quando o poder coercitivo (tributação, defesa nacional, justiça e segurança pública) do Estado deixa de ser exercido por ele e é tomado por parte de segmentos desorganizados ou não da sociedade - cria-se então o Estado contemplativo, que prega a mentira, pratica a demagogia e o clientelismo político, com seu capitalismo de comparsas e socialismo de privilegiados, e cria o caos social através da violência e desrespeito às leis”. (Gerhard Erich Boehme)

Entenda melhor: http://www.youtube.com/watch?v=GwGpTy-qpAw

"É possível enganar algumas pessoas todo o tempo; é também possível enganar todas as pessoas por algum tempo; o que não é possível é enganar todas as pessoas todo o tempo" (President Abraham Lincoln - February 12, 1809 - April 15, 1865)
A queda do Muro de Berlin e a violência no Brasil


Entender a queda do muro não é uma tarefa fácil, para isso devemos entender que de um mundo globalizado, guardada a realidade da época, sem Internet e avião, isso até meados do século XIX, a partir de então o mundo ficou dividido até a queda do socialismo, quando este regime mostrou seu fracasso em 1989.
De um mundo globalizado antes do surgimento das ideologias, com Marco Polo como sua melhor marca e para nós a expedição de Cabral, que seguiu ainda viagem à Índia, isso sem contextualizá-la na conjuntura européia da época, onde se dava a transição do feudalismo para o capitalismo, o mundo passou a ser organizado por estados nacionalistas ou que se defendiam de um internacional socialismo, que um a um passou a dominar e subjugar inúmeros países, restando na atualidade uma Cuba fracassada após cessarem as mesadas soviéticas e uma Coréia do Norte isolada de tudo e de todos.
Antes do surgimento das diversas ideologias, o Império Germânico, era formado por mais de 240 Estados. Mais tarde, foi substituída pela confederação Germânica, com a queda de Napoleão, por 39 Estados. Houve a união aduaneira, que estabelecia a mesma moeda para os estados alemães. A confederação durou até a vitória da Prússia na Guerra Austro-Prussiana, quando a Alemanha foi dividida em Alemanha do Norte e Estados do Sul. Na Guerra Franco-Prussiana, além da Prússia ganhar as regiões da Alsácia-Lorena da França, a Alemanha foi unificada.
O processo marcante foi a primeira re-unificação alemã, esta iniciada no século XIX, após o a separação territorial no Congresso de Viena, o espaço territorial germânico era constituído por 39 Estados diferentes reinos, ducados e cidades livres, que apenas tinham em comum a mesma língua (o alemão) e a mesma base cultural. Nele, a hegemonia política era disputada pelas suas duas principais potências: a Áustria dos Habsburgos, que dominava a Dieta (o Parlamento da Confederação Germânica) e a Prússia, governada pelos Hohenzollern. No plano econômico, o território germânico ainda vivia, em linhas gerais, numa estrutura feudal, em plena Idade Contemporânea; a exceção era a Prússia, mais industrializada, com maior poder econômico, que desde 1834 implantara o "Zollverein", uma aliança aduaneira entre os Estados da Liga Alemã.
O mundo era globalizado também a partir das uniões entre as coroas da Europa, como foi o caso da união da Dona Estefânia Josefa Frederica Guilhermina Antónia de Hohenzollern-Sigmaringen com D. Pedro V de Portugal, neto do nosso D. Pedro I, este que viria a ser também D. Pedro IV de Portugal. Dos Habsburgos tivemos Dona Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo, que foi a primeira esposa de D. Pedro I e mãe de D. Pedro II.
Na Alemanha depois veio a revolução de 1948 e um período de sete anos (1864 - 1871), três guerras de destaque foram decisivas para a unificação dos Estados germânicos:

· A Guerra dos Ducados (1864),

· a Guerra Austro-Prussiana (1866) e

· a Guerra Franco-Prussiana(1870-1871).

É possível dizer que a unificação alemã foi um dos principais motivos para o estouro da Primeira Guerra Mundial. A unificação da região de Alsácia-Lorena ao Segundo Reich Alemão gerou o revanchismo francês.
Os franceses inconformados com a situação e com a humilhação provocada pelos alemães (como na coroação de Guilherme I no próprio Palácio de Versalhes, em território francês) mantiveram um sentimento de revanche que foi decisivo na política de alianças dos países europeus até quando eclodiu o conflito em 1914. O Tratado de Versalhes, impondo pesadas penalidades à Alemanha derrotada na 1ª Guerra, foi a desforra francesa, mas isso custou caro ao mundo, deu origem a bestialidade.
Outro fator de influência para o surgimento do conflito foi a batalha dos países europeus por territórios na África e Ásia, no período conhecido como neocolonialismo. Os alemães, recém unificados, exigiam uma re-divisão colonial nos continentes, com seus protetorados na África: Tanzânia, Ruanda, Burundi, Namíbia, Camarões e Togo. Sem contar suas colônias na Indonésia Samoa Ocidental, Neuguinea e China (Baía de Kiauchao), entre outros.
Soma-se a isso a infinidade de colônias de alemães em todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos, onde constituem hoje mais de um quinto do povo norte-americano, e que deixou de herança um em cada três norte-americanos com sangue alemão, inclusive o atual presidente Barak Obama ou na Rússia, com os alemães-bessarábios os que imigraram para a região da Bessarábia e seus descendentes e assim por diante. Quanto aos alemães-bessarábios, muitos foram covardemente mortos ou confinados na Sibéria por ocasião da 2ª Guerra, em alguns casos também são chamados de "alemães-russos" , destes muitos vieram ao Brasil, para a Região de Ponta Grossa no Paraná em especial ou foram para os estados Unidos.
Quanto ao Presidente Obamam, vale lembrar que Christian Gutknecht seu tataravô havia emigrado em 1795 para o Estado da Pensylvânia nos Estados Unidos. Para que não haja dúvida, a composição genética de Obama é 4,68% alemã, 37,3% inglesa e 50% da tribo queinana Luo. Gutknecht partiu da localidade de Bischweiler, então na Alsácia alemã, que hoje é França, rumo à América, onde mudou seu sobrenome por Goodnight e viveu como camponês na Pensilvânia até morrer, em 1795.
A título de curiosidade, no Brasil tivemos as seguintes colonizações alemãs abaixo, que se iniciaram com Maurício de Nassau, a quem muitos acreditam ser holandês, mas não, seu verdadeiro nome era Johann Moritz von Nassau-Siegen, e ele era natural de Dillenbur, membro da casa real de Orange da Holanda.

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